O artigo dos pesquisadores André Simioni, Pedro Pan, Ary Godelha, Gisele Manfro, Jair Mari, Eurípedes Miguel, Luis Rohde e Giovanni Salum, investiga a prevalência de auto-mutilação deliberada (deliberate self-harm – DSH) e suas associações psicopatológicas clínicas e maternas em crianças brasileiras com idades entre 6 e 14 anos.
As crianças e suas respectivas mães foram avaliadas pelos pesquisadores por meio de entrevistas estruturadas. Além disso, foram realizadas análises estratificadas por faixa etária e regressões logísticas para investigar o papel dos diagnósticos clínicos e da psicopatologia materna nas estimativas de prevalência de auto-mutilação deliberada (DSH). A pesquisa concluiu que os diagnósticos de depressão, transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) e transtorno desafiador de oposição (TDO) estão fortemente associados à ocorrência de auto-mutilação deliberada (DSH) nas crianças e adolescentes, assim como ter uma mãe que apresenta transtorno de ansiedade.