O objetivo do trabalho é analisar o fenômeno do suicídio e os fatores que diferem o número de suicídio de policiais no Estado de São Paulo e da população em geral. O autor também propõe uma reflexão sobre as medidas de controle do suicídio internas adotadas pela corporação da polícia militar. A partir de entrevistas e análise de dados estatísticos, Reis revisa o histórico de tais medidas, interpreta suas eficácias e considera possíveis aprimoramentos. Segundo o autor, a diferença das taxas de suicídio entre a população em geral e a corporação, chega a ser cinco vezes maior em alguns anos entre os policiais. Isto se deve a determinados fatores que envolvem a profissão do PMESP, como: a facilidade do acesso ao meio (arma de fogo), o constante contato com situações estressantes ou traumáticas, o preconceito em relação aos tratamentos de saúde mental e o chamado “ethos do guerreiro”. Para Reis estes são fatores que atingem em maior grau os policias por conta de uma certa cultura de resiliência e de cobrança que permeia a profissão. O autor afirma ainda, que a prevenção a partir de treinamento dos próprios policiais para perceberem alterações emocionais dos companheiros, após situações traumáticas ou por problemas pessoas, é umas das alternativas para reverter o quadro de sofrimento entre os profissionais militares.