A presente etnografia realizada na Academia de Polícia Militar (APM) D. João VI, analisa os ritos militares que demarcam a passagem dos futuros oficiais e a construção social de sua identidade. A principal hipótese do autor é de que no espaço da APM ocorre a formação de identidades múltiplas em razão do conflito entre duas ideologias distintas e que estruturam diferentes espaços institucionais da PM: a caserna e a rua. Os dados utilizados na pesquisa foram obtidos por meio da “participação-observante” do pesquisador que também é nativo. Assim, Silva ao longo de quatro capítulos propõe refletir sobre as tensões que estruturam o campo sociocultural da APM e os conflitos entre os vários grupos que o compõem.