
IPPES no 6º Congresso da ABEPS
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Em 2024, 151 agentes da ativa morreram por violência autoprovocada, revela o Boletim do IPPES de 2025. O relatório aponta que o sofrimento psíquico crônico entre profissionais de segurança pública no Brasil continua sendo um grave desafio.
Apesar de representar uma queda em relação aos 174 casos registrados em 2023, os dados reforçam a urgência do tema. Em cinco anos, o país contabiliza pelo menos 818 mortes nessa circunstância, número que pode ser ainda maior devido à subnotificação.
A PMERJ registrou 15 suicídios de agentes da ativa em 2024, o maior número desde 1995. Este total supera as mortes de PMs em serviço no mesmo período, que somaram 11 casos.
No país, as Polícias Militares concentram 91% das tentativas de suicídio no território nacional. De 2020 a 2024, o Brasil registrou 1.474 tentativas, sendo 1.342 casos envolvendo PMs. A Polícia Militar do Paraná concentra 57% do total de tentativas, com 844 casos no período.
Outro dado preocupante é o aumento de casos de homicídio ou feminicídio seguidos de suicídio. Em 2024, o Brasil registrou o maior número da série histórica, com 18 agentes morrendo nessas circunstâncias, fazendo outras 19 vítimas. A maior parte dos casos está ligada à violência doméstica.

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