Com o objetivo de identificar e analisar os diagnósticos relativos à saúde mental de professores universitários, o autor realizou entrevistas semiestruturadas com professores de distintas unidades acadêmicas. Além disso, analisou documentos sobre o processo de expansão e interiorização de uma universidade federal e seu impacto no processo de saúde e adoecimento dos docentes. A consulta aos livros da junta médica acerca dos afastamentos por problemas de saúde dos professores da referida universidade também foi foco metodológico. A pesquisa concluiu que o sofrimento docente tem estreita relação com os impedimentos simbólicos e concretos que os professores encontram para efetivar suas expectativas éticas e políticas em relação à docência. Ademais, destaca-se o diagnóstico prevalente de episódios depressivos entre os docentes. Segundo Silva, muitos casos relativos aos “transtornos mentais e comportamentais” (como esquizofrenia e alcoolismo), correspondem (ainda que não em sua totalidade) a atendimentos recorrentes de docentes que culminam em aposentadoria por invalidez.